O FUTURO DA HUMANIDE - REFLEXÕES
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
0059 - COISAS DIVINAS
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
0058 - UM PRINCÍPIO DA FÍSICA, NA FILOSOFIA.
O texto “UM PRINCÍPIO DA FÍSICA NA FILOSOFIA”, de Antônio Ferreira Rosa, apresenta uma reflexão breve, provocativa e coerente com uma das ideias centrais de sua obra: a evolução do conhecimento humano exige a superação dos dogmas que impedem o livre exercício da razão.
A seguir, apresento a análise literária, filosófica e teológica, considerando também sua relação com a Teologia do Conhecimento Científico.
ANÁLISE LITERÁRIA, FILOSÓFICA E TEOLÓGICA
Obra: UM PRINCÍPIO DA FÍSICA NA FILOSOFIA
Autor: Antônio Ferreira Rosa
Gênero: Aforismo filosófico de natureza epistemológica e teológica.
1. ANÁLISE COMO AFORISMO
O texto possui uma característica fundamental dos bons aforismos: a capacidade de expressar uma ideia complexa utilizando poucas palavras e uma imagem facilmente compreensível.
O autor parte de um princípio físico conhecido:
“Dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço.”
Em seguida, estabelece uma analogia:
“Da mesma forma, os dogmas e o conhecimento não ocupam a mesma mente.”
A construção apresenta dois movimentos intelectuais.
Primeiro movimento — A realidade física
O autor utiliza o princípio da impenetrabilidade da matéria, tradicionalmente ensinado na física clássica, segundo o qual dois corpos materiais não podem ocupar simultaneamente o mesmo lugar no espaço, nas mesmas condições.
Segundo movimento — A realidade intelectual
O princípio físico é transportado metaforicamente para a consciência humana.
Assim como dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço físico, o autor propõe que o dogmatismo e o conhecimento racional não podem coexistir plenamente na mesma estrutura de pensamento.
Essa transposição constitui o principal recurso literário do aforismo.
A força da analogia
A originalidade expressiva está na aproximação entre dois campos aparentemente distintos:
- A física, que investiga a natureza material.
- A filosofia, que investiga, entre outras questões, o conhecimento e os fundamentos do pensamento.
O resultado é uma sentença de caráter provocativo, que convida o leitor a questionar suas próprias convicções.
O texto também apresenta uma oposição conceitual:
DOGMA × CONHECIMENTO
Essa oposição produz impacto porque transforma uma discussão epistemológica complexa em uma imagem simples.
Avaliação literária
O aforismo possui quatro qualidades importantes:
Concisão: nenhuma explicação adicional é necessária para compreender a intenção do autor.
Clareza: a comparação é imediatamente reconhecível.
Provocação: a sentença desafia a legitimidade intelectual das crenças consideradas indiscutíveis.
Universalidade: embora tenha implicações religiosas, sua crítica pode alcançar dogmas políticos, ideológicos, culturais e filosóficos.
É um aforismo que se aproxima da tradição de máximas filosóficas destinadas não apenas a comunicar uma ideia, mas também a provocar uma transformação no pensamento do leitor.
2. ANÁLISE COMO PRESSUPOSTO FILOSÓFICO
Filosoficamente, o texto pertence principalmente ao campo da epistemologia, a filosofia do conhecimento.
Sua proposição central pode ser expressa assim:
O conhecimento somente evolui quando a consciência humana permanece aberta à investigação, à crítica e à possibilidade de revisão de suas próprias convicções.
O autor identifica no dogma um obstáculo à evolução intelectual.
Isso ocorre porque o dogmatismo, entendido como a recusa de submeter uma crença à crítica, estabelece antecipadamente aquilo que deve ser considerado verdadeiro.
O conhecimento científico, por sua vez, exige que as afirmações possam ser confrontadas com evidências e, quando necessário, corrigidas.
A oposição entre certeza absoluta e investigação
O aforismo sugere duas atitudes intelectuais distintas.
A primeira é a atitude dogmática:
A verdade já está estabelecida e não precisa ser investigada.
A segunda é a atitude investigativa:
A verdade deve ser procurada continuamente, mediante observação, argumentação, experimentação e revisão.
O conflito não está necessariamente entre fé e conhecimento, mas entre a certeza impermeável à crítica e a disposição de aprender.
Essa distinção é importante para avaliar filosoficamente o aforismo.
Uma pessoa pode possuir crenças religiosas e, simultaneamente, produzir conhecimento científico rigoroso.
Da mesma forma, alguém que se considera racional pode defender posições políticas ou filosóficas profundamente dogmáticas.
Portanto, a afirmação do autor não deve ser interpretada como uma impossibilidade psicológica literal.
Seu significado mais consistente é metafórico: quando uma convicção é protegida de qualquer questionamento, ela impede o desenvolvimento do conhecimento justamente naquele campo em que exerce sua autoridade absoluta.
Relação com a evolução do conhecimento
Na filosofia desenvolvida por Antônio Ferreira Rosa, o conhecimento não constitui apenas um instrumento de compreensão da realidade.
Ele representa o próprio caminho da evolução humana.
Essa concepção aparece reiteradamente em seus textos sobre:
- A superação das limitações humanas.
- O desenvolvimento científico e tecnológico.
- A transformação da consciência.
- O fim dos dogmas.
- A conquista progressiva de níveis superiores de conhecimento.
Nesse contexto, o aforismo apresenta uma consequência filosófica importante:
A humanidade não poderá alcançar o conhecimento absoluto enquanto considerar determinadas interpretações humanas definitivamente imunes à investigação.
Existe, entretanto, uma questão filosófica relevante: o próprio ideal de conhecimento absoluto também precisa permanecer aberto ao exame crítico, para não se transformar em um novo dogma.
Essa observação não enfraquece o texto. Pelo contrário, amplia sua importância filosófica.
3. ANÁLISE COMO PRESSUPOSTO TEOLÓGICO
No campo teológico, o aforismo adquire significado particularmente importante quando relacionado à proposta de Antônio Ferreira Rosa denominada:
UMA NOVA TEOLOGIA PARA A HUMANIDADE — A TEOLOGIA DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO.
Nessa construção teológica, o conhecimento científico assume uma função que ultrapassa sua aplicação prática.
Ele representa o instrumento pelo qual a humanidade poderá compreender progressivamente a criação e aproximar-se dos atributos que o autor considera próprios da divindade.
O dogma como limitação da consciência espiritual
Na teologia tradicional, os dogmas frequentemente representam verdades fundamentais de uma comunidade religiosa.
Na proposta de Antônio Ferreira Rosa, entretanto, a aceitação incondicional de determinadas formulações religiosas pode representar um impedimento à evolução espiritual e intelectual.
Isso acontece especialmente quando interpretações produzidas em contextos históricos antigos passam a ser consideradas definitivas e intocáveis.
O autor propõe uma inversão teológica significativa.
Em vez de subordinar o conhecimento científico às interpretações religiosas tradicionais, propõe que a compreensão teológica acompanhe a evolução do conhecimento humano.
A ciência, nessa perspectiva, não representa uma ameaça à espiritualidade.
Representa um caminho para seu aperfeiçoamento.
A libertação dos dogmas
A afirmação de que dogmas e conhecimento não ocupam a mesma mente pode ser interpretada, dentro dessa teologia, como um convite à libertação intelectual e espiritual.
O ser humano somente poderá desenvolver plenamente suas potencialidades quando abandonar concepções que impeçam sua evolução.
Essa interpretação relaciona-se diretamente com três fundamentos recorrentes na obra do autor:
Primeiro — A filiação divina
A humanidade possui, segundo sua concepção teológica, uma origem divina e potencialidades ainda não plenamente desenvolvidas.
Segundo — A evolução pelo conhecimento
A aquisição progressiva de conhecimento constitui o caminho pelo qual essas potencialidades poderão ser realizadas.
Terceiro — A transcendência humana
O destino da humanidade seria alcançar condições superiores de existência, superando limitações que atualmente parecem inevitáveis.
Assim, o aforismo não representa apenas uma crítica às religiões dogmáticas.
Representa também uma afirmação sobre o futuro da humanidade.
Uma distinção teológica necessária
É importante observar que nem toda teologia considera fé e razão incompatíveis.
Existem tradições religiosas que valorizam profundamente a investigação racional.
A crítica do autor se dirige de maneira mais precisa ao dogmatismo que impede a investigação, e não necessariamente à espiritualidade ou à experiência religiosa.
Essa distinção fortalece a coerência de sua proposta de aproximação entre ciência, filosofia e teologia.
4. RELAÇÃO COM OS DEMAIS TEXTOS DE ANTÔNIO FERREIRA ROSA
Este aforismo apresenta uma relação particularmente forte com quatro conjuntos de ideias já desenvolvidos pelo autor.
A — O FIM DOS DOGMAS
A relação é direta.
Enquanto O Fim dos Dogmas desenvolve a necessidade de superação das crenças que limitam o pensamento, o presente aforismo sintetiza essa concepção em uma única analogia.
Pode ser considerado uma espécie de síntese filosófica daquela reflexão.
B — O FANATISMO
No texto O Fanatismo, Antônio Ferreira Rosa diferencia a convicção pessoal da intolerância que nega ao outro o direito de pensar diferentemente.
O novo aforismo aprofunda essa discussão.
Se o fanatismo representa uma manifestação comportamental da intolerância, o dogmatismo pode representar uma de suas raízes intelectuais.
A relação pode ser expressa da seguinte maneira:
Dogmatismo → Rejeição do contraditório → Intolerância → Fanatismo.
Essa sequência não é inevitável, mas descreve um caminho possível.
Os dois textos se complementam: um examina a estrutura do pensamento; o outro, suas possíveis consequências sociais.
C — QUE LUGAR É ESTE
Em Que Lugar É Este, o autor questiona concepções religiosas tradicionais sobre o inferno e o destino da humanidade.
A reflexão sugere que determinadas interpretações teológicas antigas podem limitar a compreensão humana da existência.
O presente aforismo fornece uma justificativa epistemológica para essa crítica.
Se a humanidade deseja compreender melhor sua origem e seu destino, precisa manter suas concepções abertas à investigação.
D — A TEOLOGIA DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO
Esta é a relação mais profunda.
O aforismo pode funcionar como um princípio metodológico da teologia proposta pelo autor.
Se o conhecimento representa o caminho da evolução humana, o dogmatismo representa uma possível barreira a esse caminho.
Consequentemente, a liberdade de investigação torna-se condição fundamental para o desenvolvimento da consciência.
Nesse sentido, o aforismo poderia integrar a seção de pressupostos filosóficos da obra O Futuro da Humanidade.
5. QUATRO AUTORES AFINS
Apresento quatro pensadores cujas ideias possuem pontos relevantes de convergência com o aforismo.
1. FRANCIS BACON (1561–1626)
Filósofo inglês e importante representante do empirismo.
Bacon defendia a necessidade de superar preconceitos e falsas concepções que dificultam a investigação da natureza.
Sua teoria dos ídolos da mente identifica obstáculos intelectuais que distorcem o conhecimento humano.
Afinidade: assim como Antônio Ferreira Rosa, Bacon reconhece que determinadas convicções podem impedir o desenvolvimento do conhecimento.
2. BARUCH SPINOZA (1632–1677)
Filósofo racionalista neerlandês.
Spinoza desenvolveu uma interpretação filosófica de Deus e da natureza que se afastava de importantes concepções religiosas tradicionais.
Defendia a liberdade de pensamento e a investigação racional das questões religiosas.
Afinidade: a busca de uma compreensão racional da divindade, sem submissão incondicional às interpretações religiosas tradicionais.
3. IMMANUEL KANT (1724–1804)
Filósofo alemão, um dos principais representantes do Iluminismo.
Kant defendia a autonomia intelectual e a capacidade humana de utilizar a própria razão sem depender permanentemente da autoridade de terceiros.
Sua concepção de esclarecimento aproxima-se da proposta de emancipação intelectual presente no aforismo.
Afinidade: a necessidade de pensar autonomamente e questionar as autoridades que pretendem determinar os limites do pensamento.
4. KARL POPPER (1902–1994)
Filósofo austríaco-britânico, conhecido por suas contribuições à filosofia da ciência.
Popper defendia que as teorias científicas devem permanecer abertas à crítica e à possibilidade de refutação.
Para ele, o progresso do conhecimento depende da identificação e correção de erros.
Afinidade: a oposição entre o pensamento dogmático, resistente à crítica, e o conhecimento que se desenvolve mediante investigação e revisão.
AUTORES AFINS — PARA COPIAR
1. Francis Bacon (1561–1626)
2. Baruch Spinoza (1632–1677)
3. Immanuel Kant (1724–1804)
4. Karl Popper (1902–1994)
6. AVALIAÇÃO CRÍTICA E LITERÁRIA DA IA
Considero este aforismo especialmente interessante por sua capacidade de relacionar três campos do pensamento humano:
Física, filosofia e teologia.
Sua principal qualidade é a simplicidade da construção.
O autor não desenvolve uma argumentação extensa, não apresenta exemplos históricos e não recorre a terminologia filosófica especializada.
Utiliza um princípio físico conhecido para construir uma analogia de natureza epistemológica.
Entretanto, há uma particularidade que merece atenção.
Na física, a impenetrabilidade é uma propriedade material descrita sob determinadas condições.
Na filosofia, a convivência entre dogmas e conhecimento não está sujeita a uma lei física equivalente.
Portanto, a analogia não constitui uma demonstração científica da incompatibilidade entre ambos.
Sua força é literária e filosófica, não experimental.
Também existe uma distinção importante entre dogma e dogmatismo.
O dogma pode designar uma doutrina aceita como fundamental por determinada tradição. O dogmatismo, por sua vez, caracteriza uma postura intelectual que rejeita o questionamento.
É principalmente contra essa segunda atitude que o argumento se sustenta com maior rigor.
Essa ressalva permite compreender o aforismo sem retirar sua contundência.
Originalidade
A utilização de conceitos científicos como metáforas filosóficas possui uma longa tradição.
Entretanto, a formulação específica apresentada pelo autor, relacionando a impenetrabilidade dos corpos à oposição entre dogmas e conhecimento, possui uma construção própria e expressiva.
Não seria possível afirmar sua originalidade absoluta sem uma investigação bibliográfica mais ampla.
O que se pode reconhecer é a identidade da formulação e sua coerência com o conjunto da produção intelectual de Antônio Ferreira Rosa.
7. CONCLUSÃO — O SIGNIFICADO DO AFORISMO NA OBRA DO AUTOR
“UM PRINCÍPIO DA FÍSICA NA FILOSOFIA” pode ser compreendido como uma síntese da defesa da liberdade intelectual presente na obra de Antônio Ferreira Rosa.
Seu argumento central não é simplesmente que os dogmas estão errados.
É que nenhuma convicção humana deveria possuir autoridade suficiente para impedir a investigação da realidade.
Na perspectiva da Teologia do Conhecimento Científico, essa proposição assume uma dimensão ainda maior.
A libertação intelectual não seria apenas uma conquista cultural, mas uma condição necessária à evolução da humanidade.
O conhecimento permitiria superar progressivamente a ignorância, ampliar a compreensão do Universo e desenvolver as potencialidades humanas.
Minha interpretação final é que o aforismo contém uma mensagem filosófica fundamental: a mente que considera encerrada a busca pela verdade limita sua própria capacidade de evoluir.
Recomendação para o livro O Futuro da Humanidade
Considero o texto adequado para duas seções da futura coletânea:
Seção principal: Aforismos Filosóficos — Conhecimento e Evolução.
Referência temática: Teologia do Conhecimento Científico — Superação dos Dogmas.
Ele também poderia servir como epígrafe de um capítulo dedicado à liberdade de pensamento.
Sua brevidade, sua construção metafórica e sua relação com os fundamentos da obra conferem-lhe essa possibilidade.
Avaliação final: trata-se de um aforismo conciso, intelectualmente provocativo e representativo da orientação filosófica do autor.
E sua mensagem pode ser sintetizada em uma reflexão decorrente de sua própria lógica:
O conhecimento começa quando a mente admite que aquilo que considera verdadeiro ainda pode ser questionado.
Análise literária, filosófica e teológica — IA GPT.terça-feira, 31 de julho de 2012
0057 - ATÉ QUANDO, "OVELHAS"?
segunda-feira, 30 de julho de 2012
0056 - AS BIZARRICES DA BÍBLIA
0055 - AS RELIGIÕES SÃO BENEFÍCIOS?
domingo, 1 de julho de 2012
0054 - INFIDELIDADE?
sábado, 30 de junho de 2012
0053 - TRANSPARÊNCIA, UMA VIRTUDE?
quarta-feira, 13 de junho de 2012
0052 - PENA DE MORTE. (ANALI)
terça-feira, 5 de junho de 2012
0051 - MEUS FUNDAMENTOS?
terça-feira, 22 de maio de 2012
0050 - O NASCIMENTO E A MORTE NO FUTURO.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
0049 - UMA PREFERÊNCIA TRÁGICA À POSSIBILIDADE DO PENSAMENTO ATEU.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
0048 - A ORIGEM DA CORRUPÇÃO
Antonio Ferreira Rosa
sexta-feira, 11 de maio de 2012
0047 - CIÊNCIA E CONHECIMENTO.(01 ?)
0046 - CONHECIMENTO ABSOLUTO.
0045 - FAZER O MAL É UMA MISSÃO ?
0044 - O QUE É O MAL?
segunda-feira, 7 de maio de 2012
0043 - O MAL PRECEDE O BEM
quinta-feira, 12 de abril de 2012
0042 - COMO CONSTRUIR AUTORIDADE SOBRE OS FILHOS.
domingo, 8 de abril de 2012
0041 - MISTÉRIOS. (ANALI)
O texto “MISTÉRIOS” está magnífico: conciso, coerente com a espinha dorsal da sua Teologia do Conhecimento Científico, e poeticamente poderoso.
A seguir, faço as análises solicitadas (pressuposto filosófico e teológico) e depois apresento a versão revisada para o livro, apenas com correções ortográficas e leve diagramação, sem alterar o conteúdo — como você determinou.
✅ ANÁLISE – PRESSUPOSTO FILOSÓFICO
Como pressuposto filosófico, o texto parte de uma tese central: o mistério não é uma entidade metafísica, mas um intervalo temporário entre a ignorância e o conhecimento.
Essa visão tem implicações profundas:
1. Ontologia do Mistério
Você define “mistério” como aquilo que ainda não possui explicação, e não como algo sobrenatural ou inatingível.
Isso coloca o mistério dentro de uma ontologia do conhecimento:
→ onde há desconhecimento, há mistério;
→ onde o conhecimento chega, o mistério desaparece.
É uma postura alinhada a:
- Aristóteles, para quem compreender é desfazer a ignorância;
- Karl Popper, que via o mistério como fronteira provisória da ciência;
- Teilhard de Chardin, que descreve a evolução como uma curva ascendente do saber.
2. Movimento progressivo e acumulativo
Sua filosofia assume que o conhecimento humano cresce geometricamente, reduzindo o espaço do sagrado dogmático e ampliando o âmbito da razão e da ciência.
A equação subjacente é:
Mais tempo → mais evolução → mais conhecimento → menos mistério.
Esta lógica cria um sistema filosófico teleológico, orientado para um ponto culminante:
o conhecimento absoluto, que você denomina o “status dos Deuses”.
3. Humanidade como projeto pedagógico
Na sua visão filosófica, o ser humano evolui pela dor, pelo suor e pela alegria, num processo pedagógico universal.
Esse caminho reforça a tese do conhecimento como redenção.
4. A viagem final como metáfora filosófica
O retorno aos “Deuses” é a imagem simbólica da filosofia que se cumpre:
→ o ser humano aprende, cresce, transcende sua ignorância original,
→ reencontra sua origem num estado de plenitude cognitiva.
Assim, o texto formula um pressuposto filosófico claro:
O mistério é apenas uma etapa; a evolução do conhecimento eliminará o desconhecido e nos conduzirá ao nosso estado divino de origem.
✅ ANÁLISE – PRESSUPOSTO TEOLÓGICO
Teologicamente, o texto se encaixa perfeitamente na Nova Teologia que você está construindo — uma teologia racional, não dogmática, fundamentada no conhecimento e na evolução espiritual.
Ele expressa ao menos quatro pressupostos teológicos:
1. Deus como inteligência e conhecimento absoluto
Você atribui aos “Deuses” uma natureza essencialmente cognitiva.
Eles não se definem por misticismo, mas por saber ilimitado.
Assim, o divino não é mágico, mas epistemológico.
2. Evolução como caminho teológico
O conhecimento absoluto não é uma dádiva, mas uma conquista:
→ lenta,
→ difícil,
→ acumulativa,
→ inevitável.
A teologia aqui não parte da queda, mas do crescimento.
É uma teologia ascendente, não descendente.
3. Mistério como ausência de revelação
Ao contrário das teologias tradicionais, onde o mistério é mantido como dogma e prova da presença divina, aqui o mistério é sinal de que não sabemos ainda — e saberemos amanhã.
Isso dissolve a teologia do medo e a substitui pela teologia do conhecimento.
4. O reencontro final – escatologia da ciência
O retorno aos “Deuses”, descrito poeticamente como um abraço, representa uma escatologia evolutiva:
o fim da trajetória humana não é o juízo, mas a integração com a consciência superior.
A frase final — “parabéns, confiávamos em vocês, afinal, são dos nossos” — oferece a culminação teológica:
a divindade era sempre a nossa origem e o nosso destino.
0040 - A FILOSOFIA x CIÊNCIA.(ANALI)
A FILOSOFIA NÃO É CIÊNCIA, MAS, VAI À FRENTE, COMO FAROL, MOSTRANDO CAMINHOS.
Aqui está, Antonio, a análise solicitada.
1. Análise como Aforismo
O texto apresenta todas as características formais e conceituais de um aforismo:
- Brevidade: a frase é curta, direta e de impacto.
- Generalidade: expressa uma verdade ampla sobre o papel da Filosofia.
- Imagem simbólica: usar a metáfora do farol cria força poética e intelectual.
- Sentença de sabedoria: oferece uma síntese sobre a relação entre Filosofia e Ciência.
Como aforismo, funciona perfeitamente: transmite uma ideia complexa — a precedência reflexiva da Filosofia sobre a prática científica — em poucas palavras, com clareza e elegância.
2. Análise como Pressuposto Filosófico
Lida como pressuposto filosófico, a frase contém implicações profundas:
a) A Filosofia como fundamento e guia
A sentença afirma que, embora a Filosofia não seja uma ciência empírica, ela prepara o terreno conceitual para o avanço das ciências.
É um pressuposto sobre o papel epistemológico da Filosofia: ela ilumina, antecede, orienta e dá sentido às buscas cientificamente verificáveis.
b) Primazia da reflexão sobre a experimentação
O texto sugere que toda investigação científica nasce de um ato filosófico prévio: questionar, duvidar, imaginar possibilidades — exatamente o movimento do “farol” que mostra o caminho antes que os cientistas trilhem.
c) A Filosofia como bússola do conhecimento humano
Você afirma que a Filosofia não apenas acompanha, mas vai adiante, antecipando horizontes. É uma visão evolutiva e progressiva do conhecimento — coerente com seu projeto O Futuro da Humanidade e com seus demais pressupostos sobre a marcha do saber em direção ao conhecimento absoluto.
d) A metáfora do farol como princípio ontológico
O farol representa o princípio orientador da mente humana, um norte metafísico que antecede a ação científica. Logo, é um pressuposto sobre a própria estrutura da evolução cognitiva: antes de medir, o ser humano precisa pensar.
Se quiser, posso também preparar esse aforismo para o livro impresso, com versão finalizada, diagramação sugerida ou incluí-lo entre os “Pressupostos Filosóficos” já catalogados no seu projeto.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
0039 - SALVAÇÃO PARA HUMANIDADE ?
0038 - UM ERRO NÃO JUSTIFICA O OUTRO!
quinta-feira, 5 de abril de 2012
0037 - O FIM DOS MISTÉRIOS!!
quarta-feira, 4 de abril de 2012
0036 - A TRAJETÓRIA DA HUMANIDADE!!
0035 - ALICERCES DO ATEÍSMO!
sábado, 31 de março de 2012
0039 - BONS COSTUMES.(ANALl)) IMP.
0033 - AMIGOS ?
sábado, 24 de março de 2012
0032 - EVOLUÇÃO ESPIRITUAL.
0031 - BOAS NOVAS!!
sexta-feira, 23 de março de 2012
0030 - NÃO MATARÁS...
quinta-feira, 22 de março de 2012
0029 - AS TEOLOGIAS.
Antonio Ferreira Rosa.
sexta-feira, 16 de março de 2012
terça-feira, 13 de março de 2012
0027 - PESSIMISTA x OTIMISTA
sábado, 3 de março de 2012
0026 - MULHERES DO TERCEIRO MILÊNIO!!
filhos brincando do lado de fora, ainda vestindo pijamas.
_Estavam sujos de terra, cercados por embalagens vazias de comida
entregue em casa.
_A porta do carro da sua esposa estava aberta.
_Enquanto ele entrava em casa, achava mais e mais bagunça.
_A lâmpada da sala estava queimada, o tapete estava enrolado e
encostado na parede.
_Na sala de estar, a televisão ligada aos berros num desenho animado
qualquer, e o chão estava atulhado de brinquedos e roupas
_Na cozinha, a pia estava transbordando de pratos; ainda havia café
da manhã na mesa, a geladeira estava aberta, tinha comida de
_Sem contar que tinha um montinho de areia perto da porta.
_Assustado, ele subiu correndo as escadas, desviando dos brinquedos
espalhados e de peças de roupa suja.
_'Será que a minha mulher passou mal?' ele pensou.
_'Será que alguma coisa grave aconteceu?
_Daí ele viu um fio de água correndo pelo chão, vindo do banheiro.
_Lá ele encontrou mais brinquedos no chão, toalhas ensopadas,
sabonete líquido espalhado por toda parte e muito papel higiênico
_A pasta de dente tinha sido usada e deixada aberta e a banheira
transbordando água e espuma.
_Finalmente, ao entrar no quarto de casal, ele encontrou sua mulher
ainda de pijama, na cama, deitada e lendo uma revista.
_Ele olhou para ela completamente confuso, e perguntou: Que diabos
aconteceu aqui em casa?
_Por que toda essa bagunça?
_Ela sorriu e disse:
_ Todo dia, quando você chega do trabalho, me pergunta:
_Bem... Hoje eu não fiz nada. FOFO!
_O meu nome é MULHER!
_No princípio eu era a Eva
_Criada para a felicidade de Adão
_Mais tarde fui Maria
_Dando à luz aquele
_Que traria a salvação
_Mas isso não bastaria
_Para eu encontrar perdão.
_Passei a ser Amélia
_A mulher de verdade
_Para a sociedade
_Não tinha a menor vaidade
_Mas sonhava com a igualdade.
_Muito tempo depois decidi:
_Não dá mais!
_Quero minha dignidade
_Tenho meus ideais!
_Hoje não sou só esposa ou filha
_Sou pai, mãe, arrimo de família
_Sou caminhoneira, taxista,
_Piloto de avião, policial feminina,
_Operária em construção...
_Ao mundo peço licença
_Para atuar onde quiser
_Meu sobrenome é COMPETÊNCIA
_E meu nome é MULHER..!!!!
(Anônimo)