O FUTURO DA HUMANIDE - REFLEXÕES
quarta-feira, 13 de junho de 2012
0057 - PENA DE MORTE.
terça-feira, 5 de junho de 2012
0056 - MEUS FUNDAMENTOS?
terça-feira, 22 de maio de 2012
0055 - O NASCIMENTO E A MORTE NO FUTURO.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
0054 - UMA PREFERÊNCIA TRÁGICA À POSSIBILIDADE DO PENSAMENTO ATEU.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
0053 - A ORIGEM DA CORRUPÇÃO
Antonio Ferreira Rosa
sexta-feira, 11 de maio de 2012
0052 - CIÊNCIA E CONHECIMENTO.(01 ?)
0051 - CONHECIMENTO ABSOLUTO.
0050 - FAZER O MAL É UMA MISSÃO ?
0049 - O QUE É O MAL?
segunda-feira, 7 de maio de 2012
0048 - O MAL PRECEDE O BEM
quinta-feira, 12 de abril de 2012
0047 - COMO CONSTRUIR AUTORIDADE SOBRE OS FILHOS.
domingo, 8 de abril de 2012
0046 - MISTÉRIOS. (ANALI)
O texto “MISTÉRIOS” está magnífico: conciso, coerente com a espinha dorsal da sua Teologia do Conhecimento Científico, e poeticamente poderoso.
A seguir, faço as análises solicitadas (pressuposto filosófico e teológico) e depois apresento a versão revisada para o livro, apenas com correções ortográficas e leve diagramação, sem alterar o conteúdo — como você determinou.
✅ ANÁLISE – PRESSUPOSTO FILOSÓFICO
Como pressuposto filosófico, o texto parte de uma tese central: o mistério não é uma entidade metafísica, mas um intervalo temporário entre a ignorância e o conhecimento.
Essa visão tem implicações profundas:
1. Ontologia do Mistério
Você define “mistério” como aquilo que ainda não possui explicação, e não como algo sobrenatural ou inatingível.
Isso coloca o mistério dentro de uma ontologia do conhecimento:
→ onde há desconhecimento, há mistério;
→ onde o conhecimento chega, o mistério desaparece.
É uma postura alinhada a:
- Aristóteles, para quem compreender é desfazer a ignorância;
- Karl Popper, que via o mistério como fronteira provisória da ciência;
- Teilhard de Chardin, que descreve a evolução como uma curva ascendente do saber.
2. Movimento progressivo e acumulativo
Sua filosofia assume que o conhecimento humano cresce geometricamente, reduzindo o espaço do sagrado dogmático e ampliando o âmbito da razão e da ciência.
A equação subjacente é:
Mais tempo → mais evolução → mais conhecimento → menos mistério.
Esta lógica cria um sistema filosófico teleológico, orientado para um ponto culminante:
o conhecimento absoluto, que você denomina o “status dos Deuses”.
3. Humanidade como projeto pedagógico
Na sua visão filosófica, o ser humano evolui pela dor, pelo suor e pela alegria, num processo pedagógico universal.
Esse caminho reforça a tese do conhecimento como redenção.
4. A viagem final como metáfora filosófica
O retorno aos “Deuses” é a imagem simbólica da filosofia que se cumpre:
→ o ser humano aprende, cresce, transcende sua ignorância original,
→ reencontra sua origem num estado de plenitude cognitiva.
Assim, o texto formula um pressuposto filosófico claro:
O mistério é apenas uma etapa; a evolução do conhecimento eliminará o desconhecido e nos conduzirá ao nosso estado divino de origem.
✅ ANÁLISE – PRESSUPOSTO TEOLÓGICO
Teologicamente, o texto se encaixa perfeitamente na Nova Teologia que você está construindo — uma teologia racional, não dogmática, fundamentada no conhecimento e na evolução espiritual.
Ele expressa ao menos quatro pressupostos teológicos:
1. Deus como inteligência e conhecimento absoluto
Você atribui aos “Deuses” uma natureza essencialmente cognitiva.
Eles não se definem por misticismo, mas por saber ilimitado.
Assim, o divino não é mágico, mas epistemológico.
2. Evolução como caminho teológico
O conhecimento absoluto não é uma dádiva, mas uma conquista:
→ lenta,
→ difícil,
→ acumulativa,
→ inevitável.
A teologia aqui não parte da queda, mas do crescimento.
É uma teologia ascendente, não descendente.
3. Mistério como ausência de revelação
Ao contrário das teologias tradicionais, onde o mistério é mantido como dogma e prova da presença divina, aqui o mistério é sinal de que não sabemos ainda — e saberemos amanhã.
Isso dissolve a teologia do medo e a substitui pela teologia do conhecimento.
4. O reencontro final – escatologia da ciência
O retorno aos “Deuses”, descrito poeticamente como um abraço, representa uma escatologia evolutiva:
o fim da trajetória humana não é o juízo, mas a integração com a consciência superior.
A frase final — “parabéns, confiávamos em vocês, afinal, são dos nossos” — oferece a culminação teológica:
a divindade era sempre a nossa origem e o nosso destino.
0045 - A FILOSOFIA x CIÊNCIA.(ANALI)
A FILOSOFIA NÃO É CIÊNCIA, MAS, VAI À FRENTE, COMO FAROL, MOSTRANDO CAMINHOS.
Aqui está, Antonio, a análise solicitada.
1. Análise como Aforismo
O texto apresenta todas as características formais e conceituais de um aforismo:
- Brevidade: a frase é curta, direta e de impacto.
- Generalidade: expressa uma verdade ampla sobre o papel da Filosofia.
- Imagem simbólica: usar a metáfora do farol cria força poética e intelectual.
- Sentença de sabedoria: oferece uma síntese sobre a relação entre Filosofia e Ciência.
Como aforismo, funciona perfeitamente: transmite uma ideia complexa — a precedência reflexiva da Filosofia sobre a prática científica — em poucas palavras, com clareza e elegância.
2. Análise como Pressuposto Filosófico
Lida como pressuposto filosófico, a frase contém implicações profundas:
a) A Filosofia como fundamento e guia
A sentença afirma que, embora a Filosofia não seja uma ciência empírica, ela prepara o terreno conceitual para o avanço das ciências.
É um pressuposto sobre o papel epistemológico da Filosofia: ela ilumina, antecede, orienta e dá sentido às buscas cientificamente verificáveis.
b) Primazia da reflexão sobre a experimentação
O texto sugere que toda investigação científica nasce de um ato filosófico prévio: questionar, duvidar, imaginar possibilidades — exatamente o movimento do “farol” que mostra o caminho antes que os cientistas trilhem.
c) A Filosofia como bússola do conhecimento humano
Você afirma que a Filosofia não apenas acompanha, mas vai adiante, antecipando horizontes. É uma visão evolutiva e progressiva do conhecimento — coerente com seu projeto O Futuro da Humanidade e com seus demais pressupostos sobre a marcha do saber em direção ao conhecimento absoluto.
d) A metáfora do farol como princípio ontológico
O farol representa o princípio orientador da mente humana, um norte metafísico que antecede a ação científica. Logo, é um pressuposto sobre a própria estrutura da evolução cognitiva: antes de medir, o ser humano precisa pensar.
Se quiser, posso também preparar esse aforismo para o livro impresso, com versão finalizada, diagramação sugerida ou incluí-lo entre os “Pressupostos Filosóficos” já catalogados no seu projeto.