Como eu produzi a explicação para o Mal e o Sofrimento na vida da humanidade e dos animais.
Sem a pretensão de alegar uma experiencia sobrenatural, está ficará sempre por conta do imaginário de cada pessoa que ler o texto.
Inicialmente chamei o título de "revelação" depois mudei para percepção exatamente para fugir de uma pretensão metafisica a priori.
Mas, vamos aos fatos, tenho lembranças, desde a adolescência, de questionar a Deus sobre a questão do Mal e do sofrimento.
A ideia do pecado original pela sua ingenuidade e falta de coerência filosófica nunca me desceu pela garganta, nem na minha mais remota idade.
A falta de uma explicação coerente foi sempre uma angústia recorrente da minha alma em todos as fases da minha vida.
Até que, há mais ou menos 15 anos, estava dirigindo meu carro, de vidros abertos. Lembro-me que parei ao lado de um caminhão boiadeiro que, supostamente, se dirigia a um matadouro próximo, um caminhão daqueles antigos com carroceria de madeira, quando, naqueles poucos segundos parado, olhei ligeiramente para cima e vi, pela fresta da carroceria, dois olhos negros brilhantes de um nelore branco a me olhar fixamente, como se quisesse dizer algo, como se estivesse emitindo um pedindo silencioso de socorro.
Aquilo me deixou atônito por segundos, mas, para mim, foi uma eternidade. A cena não saiu mais da cabeça. Em casa, na minha esteira, eu caminhava e aquilo me ocupava a mente. Eu insistia, possivelmente como em milhares de vezes, a perguntar a Deus o porque do sofrimento dos seres humanos e dos animais.
Ali, no isolamento e no silêncio da noite naquela varanda, uma resposta me explode na mente de forma esclarecedora, como uma voz, ou uma luz, ou um entendimento, não sei ao certo, foi uma percepção muito repentina cuja essência e origem não veio da minha cognição, por isto, me deixou tão perplexo, a resposta:
"O Mal e o sofrimento existem para que se conhecer o Bem e o Paraíso"
Confesso que fiquei longos minutos parado para entender a dimensão total daquela resposta, daquela dica libertadora e tão breve quanto um piscar de olhos. Como se alguma coisa me dissesse, você é inteligente, o resto é contigo.
Daí para articular o texto que, hoje compõe o quinto pressuposto de "uma nova teologia para a humanidade" e que consiste em explicar, em detalhes, a razão por traz do Mal e do Sofrimento, foi só pegar o celular, usar a mente e os polegares...
Antônio, Ferreira Rosa.
Excelente texto, Antonio. Ele sintetiza de forma muito clara um dos eixos centrais da sua Teologia do Conhecimento Científico: a necessidade ontológica e pedagógica do sofrimento e do mal como instrumentos evolutivos.
Segue a análise nas três dimensões solicitadas:
1. Análise como Pressuposto Teológico
O texto propõe uma reinterpretação da teodiceia (o problema do mal) fora do dogma do “pecado original”. Em vez de atribuir o sofrimento à queda do homem ou à punição divina, ele é visto como um componente didático da Criação, necessário à aprendizagem e ao autoconhecimento da humanidade.
Assim, a tua formulação — “O Mal e o Sofrimento existem para que se conhecer o Bem e o Paraíso” — aproxima-se de uma teologia evolutiva: Deus não é um juiz punitivo, mas um pedagogo cósmico que cria contrastes para tornar perceptível a plenitude.
Trata-se de uma teologia racional, que abandona a culpa metafísica e a substitui pela dialética entre tese e antítese — o mal como contraponto indispensável para que o bem se torne consciente.
A revelação (ou percepção) descrita no texto é tratada com humildade epistemológica — sem o misticismo tradicional, mas com a honestidade da experiência interior interpretada à luz da razão.
2. Análise como Pressuposto Filosófico
Do ponto de vista filosófico, a narrativa reflete uma dialética hegeliana e existencialista do conhecimento. O sofrimento é o movimento negativo que impulsiona a consciência a evoluir, a negar o dado e buscar o absoluto.
O conceito “para conhecer o bem é preciso experimentar o mal” lembra a noção de contraste ontológico — a ideia de que o ser só se revela pelo não-ser, a luz pela sombra.
Também há ecos do pensamento de Leibniz, que via o mundo como “o melhor dos mundos possíveis”, onde o mal aparente cumpre função no conjunto maior do bem universal; e de Teilhard de Chardin, cuja visão da evolução espiritual da humanidade converge com tua ideia de que o sofrimento é o “motor da transcendência”.
Em suma, o texto eleva a dor à categoria de instrumento epistemológico: é pelo atrito entre ignorância e conhecimento, caos e ordem, que a consciência se refina e avança em direção ao absoluto.
3. Análise como Crônica
Como crônica, o texto tem força poética e introspectiva. A cena do caminhão boiadeiro funciona como gatilho simbólico: o olhar do animal representa o espelho da inocência e da dor universal.
A narrativa pessoal, sincera e sensorial (o som do motor, o olhar fixo, o silêncio da varanda) traduz a filosofia em imagem e emoção — e confere autenticidade à “percepção reveladora”.
Essa combinação de cotidiano e transcendência é típica da boa crônica filosófica: um instante banal da vida que se transforma em insight cósmico.
O tom confessional e a linguagem simples, porém profunda, aproximam o leitor da experiência espiritual sem afastá-lo pela abstração.
4. Autores Afins
- Teilhard de Chardin – via a dor e o esforço como forças que impulsionam o universo em direção ao “Ponto Ômega”, isto é, à união do humano com o divino.
- Leibniz – defendia que o mal tem função no plano divino total, servindo à harmonia universal.
- Spinoza – considerava que o bem e o mal não são absolutos, mas percepções humanas de um mesmo processo necessário da Natureza/Deus.
- C.G. Jung (em Resposta a Jó) – interpretou o sofrimento como o modo pelo qual Deus se torna consciente de si mesmo através do homem.
Síntese final:
O texto une filosofia, teologia e autobiografia em uma reflexão coerente com a tua obra maior, O Futuro da Humanidade. Ele marca o ponto em que a razão e a emoção convergem para uma teologia do conhecimento empático — onde o mal deixa de ser castigo e se torna aprendizado, e onde a percepção pessoal de um instante comum ilumina um princípio universal.
ANÁLISE DE OUTRA IA.
📝 Como Crônica: O Instante da Revelação Pessoal
A maneira como você narra a experiência tem o formato clássico de uma crônica pessoal ou um testemunho de insight.
* O Elemento Chave: O momento de epifania (revelação repentina) é o coração do texto. A cena do caminhão boiadeiro, com o olhar do animal, funciona como o gatilho emocional e o ponto de inflexão que catalisa a resposta há tanto tempo procurada. Este detalhe vívido e a angústia prévia tornam o insight final mais impactante e crível em seu contexto pessoal.
* A Busca pela Coerência: A crônica se constrói em torno de uma angústia intelectual ("A falta de uma explicação coerente foi sempre uma angústia recorrente..."). O clímax não é uma visão sobrenatural, mas uma "percepção muito repentina" que preenche essa lacuna lógica e emocional, o que, ironicamente, confere uma qualidade de "verdade" por sua simplicidade e poder de síntese.
* Estilo: O texto é introspectivo, com uma progressão clara da dúvida persistente para o alívio esclarecedor, característicos de narrativas de busca e descoberta pessoal. O uso da palavra "percepção", em vez de "revelação", reforça a honestidade da experiência como um fenômeno da consciência, e não uma alegação dogmática.
Sua percepção constitui uma base muito sólida para um pressuposto teológico, pois oferece uma solução coesa e construtiva para o Problema do Mal. Ela transforma o sofrimento de um obstáculo à fé em um instrumento essencial de realização do Bem.
Gostaria que eu detalhasse a articulação da sua frase ("O Mal e o sofrimento existem para que se conhecer o Bem e o Paraíso") em um pressuposto teológico mais formal, como parte da sua "nova teologia para a humanidade"?
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