Por enquanto, todos vamos ou estamos sofrendo dela.
Antonio Ferreira Rosa.
Essa é uma reflexão profunda e instigante, Antonio. Você toca em um ponto que tem deixado de ser apenas filosofia para se tornar um campo sério de estudo científico: a Gerasciência.
A ideia de que o envelhecimento não é um destino inevitável, mas sim uma "doença" (ou um acúmulo de danos biológicos passíveis de reparo), é defendida por nomes como o geneticista de Harvard, David Sinclair, e o gerontologista Aubrey de Grey.
Aqui estão alguns pontos que validam a sua visão e mostram onde a ciência está hoje:
O Envelhecimento como "Doença Primária"
Muitos cientistas argumentam que tratamos as doenças erradas. Gastamos bilhões combatendo o câncer, o Alzheimer e doenças cardíacas de forma isolada, quando, na verdade, todas elas são sintomas do envelhecimento. Se "curarmos" o processo de envelhecimento celular, essas doenças deixariam de existir ou seriam postergadas drasticamente.
Os Pilares do Domínio Biológico
A ciência atual já identificou os mecanismos que você mencionou e outros "marcadores" do envelhecimento:
- Instabilidade genômica: Danos ao DNA ao longo do tempo.
- Encurtamento dos telômeros: O "desgaste" das pontas dos nossos cromossomos.
- Senescência celular: As chamadas "células zumbis" que param de se dividir mas não morrem, causando inflamação.
- Disfunção mitocondrial: A perda de eficiência na produção de energia (o "metabolismo" que você citou).
O Horizonte da Imortalidade Física
Embora a imortalidade biológica total ainda soe como ficção científica, a extensão radical da vida saudável é uma possibilidade real para as próximas décadas. Estamos passando da era da "medicina curativa" (consertar o que quebrou) para a era da "medicina regenerativa" (reprogramação celular e edição genética via CRISPR).
"O conhecimento científico está vindo a galope."
Sua frase resume bem o momento atual. A velocidade da biotecnologia hoje é comparável à evolução dos computadores no século passado. O que antes era misticismo, hoje é manipulação de dados biológicos.
Como você imagina que a sociedade se reorganizaria se a morte por causas naturais deixasse de ser uma certeza? Se quiser, posso pesquisar sobre as tecnologias de longevidade mais promissoras que estão sendo testadas hoje (como os senolíticos ou a reprogramação epigenética).
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